Melhor do que qualquer esmola
Esta manhã li o seguinte devocional e nele vi ilustrado um princípio meu de ensino. Tradução por Grok:
Pedro, no entanto, disse: “Não tenho prata nem ouro, mas lhe dou o que tenho. Em nome de Jesus Cristo, o nazareno, levante-se e ande!”. Atos 3.6 NVT.
POR J.R. MILLER ─ O coxo, pedindo esmola, só esperava um pouco de dinheiro. Parecia bondoso dar-lhe o que ele pedia. Naqueles dias, não havia hospitais nem instituições de cuidado para os deficientes — mendigar era muitas vezes o único meio de sobrevivência deles.
O cristianismo nos ensina a ser bondosos com os que estão em aflição. Pedro e João não negligenciaram esse dever. Primeiro, trataram-no com bondade cristã.
Um escritor russo certa vez descreveu o encontro com um mendigo. Ao procurar nos bolsos, não encontrou nada para dar e disse: “Desculpe, irmão, não tenho nada para lhe dar.” O mendigo agradeceu-lhe, dizendo que ser chamado de “irmão” valia mais do que prata.
Os apóstolos trataram o coxo como um irmão. E, em vez de lhe dar dinheiro, eles o curaram. Não foi isso muito melhor do que qualquer esmola? O dinheiro o sustentaria um pouco mais em sua pobreza — o que eles lhe deram fez com que ele não precisasse mais mendigar.
Randal: Tiro mais uma lição desse devocional: como um que ensina, não somente ensino mas procuro ajudar aos irmãos a analisar, pensar, estudar por eles mesmos e a aplicar o texto bíblico na própria vida. Poderia dar uma lição bíblica e todo mundo sair feliz (se a lição for boa). Mas todos ficariam dependentes de mim para eu sempre estar voltando para dar mais lições.
Mas e quando eu não estiver presente? Deixarei apenas saudades? (Ou, alívio na mente de alguns?) Não será melhor eu deixar homens e mulheres com a capacidade de ensinar aos outros?
Alimenta o ego concentrar o ensino em si mesmo. É isso que muitos fazem. Ser chamado de Professor, vestir camisa de “Escola da Bíblia”, ficar falando na frente dos outros ─ tudo isso enche de orgulho. Ignora Mateus 23.5-8. Trato desse assunto um pouco no meu livro: O seu primeiro amor.
A concentração de atenção e de ensino numa pessoa cria um novo nível na hierarquia da igreja. Agora não é mais irmão, mas sim Irmão Fulano que merece tratamento VIP. E agora emitimos diplomas de seminários para reforçar a nova hierarquia.
Para a igreja crescer, é preciso distribuir a responsabilidade do ensino, mas não aleatoriamente e, sim, aos que se aplicam para realizar com esmero sua tarefa.
É mais fácil e mais rápido para todos passar o alimento já mastigado. Mas o Reino de Deus não é bem servidos fazendo assim.
E o que você ouviu de mim na presença de muitas testemunhas, isso mesmo transmita a homens fiéis, idôneos para instruir a outros. 2Timóteo 2.2 NAA.